quinta-feira, 12 de junho de 2008

Deixando a casa dos pais!



Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.
Gn 2.24

A adolescência no mundo moderno está cada vez mais prolongada. Hoje é muito comum encontrarmos filhos na fase dos trinta anos e que ainda residem na casa dos pais. Os benefícios? Infinitos. Desfrutar da liberdade, do carinho, das comidas prediletas e outros confortos sem precisar mexer no bolso. Nada de contas de luz e condomínio.

Sair da casa dos pais é um desafio e tanto. A mudança para uma nova casa e seu funcionamento, as novas responsabilidades. Trata-se de questões que exigem muito planejamento. Além disso, as inseguranças com relação a um novo futuro são muito saudáveis e merecem ser divididas com o(a) parceiro(a). Qual casal não sentiu um frio na barriga com receio de como seria a nova vida de casados?

Além da insegurança do próprio casal, muitos pais também demonstram ansiedade com esse passo dos filhos rumo à independência. Muitos ficam inseguros e acabam desenvolvendo excesso de zelo além de uma preocupação acerca da segurança. Como será que meu filho(a) fará para pagar todas as contas? Quem vai dar a assistência quando ficar doente? E se faltar dinheiro? Todas essas questões permeiam os pais quando os filhos decidem se casar.

O lar é um ninho quente e acolhedor. Viver com os pais traz segurança, muita segurança. As pessoas recém casadas sentem falta da cama arrumada, da comida caseira e fresquinha da casa dos pais. Porém, o casamento traz consigo uma oportunidade de amadurecimento pessoal incrível. Faz parte do tornar-se adulto o rumo à independência, a formação de uma nova família. Tudo isso faz parte da construção de uma nova história, de uma nova identidade. O desafio agora é a construção deste novo lar. O que também pode ser criado de maneira quente e acolhedora!

"Os textos da psicóloga Karen Camargo são protegidos pela Lei Federal 9610-98. A reprodução, mesmo que de trechos, sem autorização por escrito da mesma, configura crime sujeito as penalidades previstas em lei."05/02/2007 Psicologia
Karen Camargo

Nenhum comentário: